Como identificar um SMS falso de encomenda e o que fazer?
Passos para distinguir SMS fraudulentos disfarçados de aviso de entrega sem tocar no link e para os comunicar às entidades certas.

Resposta curta
Antes de tocar no link, olhe o remetente e o domínio: transportadoras reais não usam encurtadores nem extensões como .xyz ou .top, e o endereço termina em ctt.pt, não em «ctt-rastreio.xyz». Copie o número de rastreio e consulte-o na app oficial. Se for falso, apague o SMS, bloqueie o número e reencaminhe para cibercrime@pgr.pt; se houve perda de dinheiro, contacte o banco e a PSP/GNR.
O que você precisa
Passo a passo
Verificar o remetente e o domínio
Abra o SMS mas não toque no link. Desconfie se, em vez de um nome de marca registado como «CTT», aparecer um número de telemóvel 9xx, um indicativo estrangeiro ou uma sequência aleatória de letras. Leia as duas últimas partes do domínio: «rastreio-ctt.xyz» é falso, o endereço verdadeiro termina em «ctt.pt».
Consultar o rastreio no canal da transportadora
Faça toque longo sobre o número de rastreio e copie-o, nunca o link. Abra a app oficial instalada a partir da Play Store ou App Store, ou escreva o endereço à mão no navegador, e cole o número no campo «Seguir objeto». Se não existir registo ou não houver envio no seu nome, o SMS é fraudulento.
Cortar a ligação se já tocou no link
Se a página abriu, ative o modo avião e desligue o Wi-Fi. Caso tenha sido descarregado um ficheiro .apk, vá a Definições > Apps, encontre-o e toque em «Desinstalar»; no Android retire também a permissão em Definições > Segurança > Apps de administração do dispositivo. Se introduziu dados do cartão, ligue ao banco e peça o bloqueio imediato.
Bloquear o número e marcar como spam
No Android, na app Mensagens, mantenha o dedo sobre a conversa e toque em «Bloquear e comunicar spam». No iPhone, abra Mensagens, toque no número no topo, escolha «Info» e depois «Bloquear este contacto». Assim evita novas tentativas a partir do mesmo número.
Comunicar às autoridades competentes
Reencaminhe o SMS e a captura de ecrã para cibercrime@pgr.pt, o canal do Gabinete Cibercrime da Procuradoria-Geral da República. Para mensagens comerciais não solicitadas, apresente reclamação à ANACOM. Se perdeu dinheiro, partilhou dados do cartão ou suspeita de acesso às suas contas, apresente queixa na PSP ou GNR.
Acompanhar os movimentos durante 48 horas
Consulte «Movimentos» e «Cartões» na app do banco duas vezes por dia. Cobranças de teste de valor baixo, entre 1 e 10 euros, costumam anteceder uma transação grande. Se vir uma operação que não reconhece, ligue à linha de apoio e peça a abertura de uma reclamação formal de transação não autorizada.
Dicas
Atenção
O erro mais comum é abrir o link «só para ver». Essas páginas recolhem a sua senha através de um ecrã de login bancário falso ou fazem instalar um APK que desvia os códigos de confirmação recebidos por SMS. Um único toque pode bastar para esvaziar todo o limite associado à conta, por isso nunca entre no link suspeito.
Perguntas frequentes
+Toquei no link mas não introduzi nada, estou em risco?
Abrir a página, por si só, normalmente não esvazia a conta. Ainda assim, confirme se foi descarregado algum ficheiro, mantenha o telemóvel atualizado e, se a dúvida persistir, mude as senhas.
+O nome da transportadora está correto, então é verdadeiro?
Não. Os fraudadores usam a marca no texto e no próprio domínio. O que decide é a extensão do link, e a confirmação deve ser feita apenas na app oficial da empresa.
+Perdi dinheiro, consigo recuperá-lo?
As primeiras horas são as de maior probabilidade. Ligue de imediato ao banco para bloquear a operação, apresente queixa na PSP ou GNR e comunique o caso ao Ministério Público.
+Porque é que recebo estas mensagens?
O seu número pode constar de listas de dados expostos em fugas de informação ou os envios são feitos em massa para intervalos aleatórios de números. Não tem de haver qualquer alvo pessoal.
+A quem devo comunicar o SMS falso?
Envie a mensagem para cibercrime@pgr.pt, reclame à ANACOM no caso de mensagens não solicitadas e, se houve tentativa de fraude ou prejuízo, apresente queixa na PSP ou GNR.
Fontes e verificação
Última verificação: 15 de setembro de 2026. avise a gente. Conteúdo adaptado a Portugal: transportadoras, canais de denúncia (cibercrime@pgr.pt, ANACOM, PSP/GNR) e nomes de menus em português europeu substituem as referências turcas do guia de origem.
Este conteúdo é informativo; em procedimentos oficiais valem os avisos atuais do órgão responsável. Detalhes: aviso de responsabilidade.